
Esperança enquadrada
Cansado fui à árvore
Do alto da janela
Talvez pelo verde das folhas
Talvez pela esperança da calma
Talvez pela esperança da alma
Ou pelo frescor do vento
Da janela ao muro
Esconde o restante da paisagem
Vão até perder de vista
Até onde pinta o artista
Alcançando o horizonte
Além da esperança selvagem
Quem planta sonhos aqui?
Uma única árvore no quarteirão
O resto da esperança na visão
Tão enquadrada...
Do alto de uma janela
Onde nenhuma aquarela
Chegou a manchar a tela
Colorida da cor do céu
Monocromático e estático
Dos sonhos do artista
Se diminuísse o horizonte
Ou aproximasse o foco
Talvez a esperança estaria
Mais colorida do que a ponte
Que, até então, nos distancia.